Gaeco mira ex-prefeito de Bombinhas em operação sobre cartel
Ação desta terça-feira (7) cumpriu 50 mandados em 19 municípios e bloqueou cerca de R$ 9 milhões
Paulo Henrique Dalago Muller, ex-prefeito de Bombinhas, foi alvo de diligências da Operação Pão e Circo na manhã desta terça-feira (7), quando o Gaeco, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com apoio da Polícia Civil, cumpriu mandado de busca e apreensão no endereço ligado a ele para investigar um suposto cartel formado por empresários do setor de eventos. As informações são do ND+.
O que o Ministério Público apura
Segundo o Ministério Público, o grupo teria atuado para fraudar licitações públicas, eliminar a concorrência, manipular preços e ampliar o domínio sobre a contratação de shows com artistas de renome nacional em Santa Catarina. Também entram na apuração suspeitas de pagamento e recebimento de propina, além de lavagem de dinheiro para ocultar valores obtidos por meio das supostas irregularidades. As investigações alcançam agentes públicos.
Materiais foram recolhidos no endereço ligado ao ex-prefeito e serão analisados no decorrer da investigação. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios — 18 em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores, além da prisão preventiva de um empresário e da aplicação de medidas cautelares contra investigados.
Prefeituras também receberam equipes
Em Governador Celso Ramos, equipes do Gaeco estiveram na prefeitura, na Câmara de Vereadores e na residência do prefeito Marcos Henrique da Silva, o Marquinho. Documentos e outros materiais foram recolhidos no município e vão passar por perícia.
A Prefeitura de Bombinhas confirmou que recebeu equipes do Gaeco durante as diligências desta terça-feira. Em nota, informou que prestou o atendimento necessário, colaborou com os procedimentos realizados dentro de suas atribuições e segue à disposição das autoridades competentes. A reportagem é do ND Mais.
A assessoria da deputada estadual Paulinha (PODE) disse que não tinha informações sobre o ocorrido. A equipe também tentou contato diretamente com o ex-prefeito Paulinho. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
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